IRMÃOS INICIADOS NA LOJA MAÇÔNICA

CATAGUAZENSE QUE NO PASSADO HONRARAM E DIGNIFICARAM NOSSA OFICINA E A ORDEM

Dentre os Irmãos que constituíram o quadro de Obreiros da Cataguazense contamos com o nome de:

QUINTINO BOCAYUVA, que a ela se filiou em 1888, ano em que reergueu as colunas de nosso Templo. Líder  abolicionista e republicano, chefe Supremo do Partido Republicano e membro do primeiro Governo Provisório que se instituiu no Brasil.

 

JOAQUIM OSÓRIO DUQUE ESTRADA, iniciado em 2 de agosto de 1894, foi o autor da letra do Hino Nacional Brasileiro que até hoje levanta o espírito patriótico de nosso povo.

 

ASTOLFO DUTRA NICÁCIO, nasceu no distrito de Sereno em 17 de dezembro de 1864. Advogado, maior político de Cataguases no início do século. Líder de projeção nacional, presidiu seis vezes a Câmara dos Deputados. Com absoluta integridade, dedicou sua vida à causa pública. Morreu em Cataguases, em 23 de maio de 1920.

Descendente de tradicionais colonizadores da Mata Mineira, Astolfo Dutra nasceu na fazenda da Aldeia, nas cercanias de Cataguases. Como era comum na época, aprende em casa os rudimentos da leitura e escrita. Termina o primário em Mirai e segue aos 12 anos para o afamado Colégio Caraça. Dali, e já com expressiva base humanística e  fluente no latim, o futuro republicano e abolicionista passa por dois rigorosos anos de estudos em Ouro Preto e só então ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo. O jovem bacharel volta para Cataguases em 1888.

Na época, os cafeicultores eram vítimas das crises cíclicas do café, e o bacharel mediava seus interesses. Astolfo Dutra firma-se logo na profissão e seus clientes permanecem para sempre fiéis ao escritório. Ativo participante da causa republicana e das agitações democráticas, ele terá como alicerce político o círculo de relações do período acadêmico. Em 1889, é eleito vereador, presidente da Câmara Municipal de Cataguases e seu Agente Executivo. A seguir, representa o município no Congresso Mineiro, e daí passa à Câmara Federal, onde exerce a presidência por várias legislaturas. Mas em momento algum abandona Minas ou a advocacia: mandato no Rio, mas escritório em Cataguases.

“O bom político mineiro do princípio do século pouco vinha ao Rio e quando vinha não de demorava”, escreve Afonso Arinos. “Astolfo Dutra dizia que o eleitorado mineiro votava no deputado por tê-lo ali às ordens, na cidadezinha, e não para vê-lo fugir até as lonjuras da beira–mar”. Para seu neto, Astolfo Dutra Nicácio, o avô era “um mineiro, por inteiro, e como convinha a um deputado de Minas. Não tinha cafezais e defendia o café. Ganhava o sustento como advogado. Sua vida era política, praticava-a como objetivo, no município e no âmbito federal”.

Ao ser enterrado, aos 55 anos de idade, o grande líder político deixava para a municipalidade um precioso legado. Entre suas grandes realizações estão três obras públicas que conseguiu fossem levadas a cabo: a abertura de uma larga avenida, que hoje tem o seu nome; um amplo edifício escolar, o Coronel Vieira, na mesma avenida; e a ponte metálica sobre o Rio Pomba. Nessa ponte, ele fizera inscrever duas frases latinas, uma à entrada: “pacificusne est ingressus tuus?” (Tua vinda é pacífica?); e outra, na saída: “Revertere ad me, suscipiam te” (Volte a mim, que te receberei). Delas, diria mais tarde o poeta Enrique de Resende: “Destinam-se ao forasteiro e ambas constituem admirável síntese do caráter de um povo: primeiro, a desconfiança; depois, a hospitalidade”.

 

 

 

 

 

JOSÉ MONTEIRO RIBEIRO JUNQUEIRA, Senador da República e semeador dos ideais maçônicos, 1º presidente da Cia Força e Luz Cataguases-Leopoldina, da qual foi um dos principais fundadores. Foi também fundador das Lojas Maçônicas Memória a Saldanha Marinho, Oriente de Vista Alegre e Verdade e Luz, Oriente de Leopoldina, hoje “adormecidas” depois de terem prestado valiosos serviços em prol da Abolição da Escravidão e Proclamação da República juntamente com a Cataguazense.

 

DR. EDUARDO ERNESTO DA GAMA CERQUEIRA, Presidente da Câmara Municipal de Cataguases, foi também Senador Estadual cargo que até então existia no país. Transferindo-se para Belo Horizonte foi nomeado Vice-Presidente do Estado de Minas Gerais. Seu nome foi dado a uma das ruas de nossa cidade em agradecimento por tudo que fez em benefício de nossa cidade.

 

 

 

JOÃO DUARTE FERREIRA, (Coronel) iniciado em 9 de outubro de 1905, coluna mestra do progresso de nossa cidade. Foi banqueiro, industrial e comerciante. Quase todas as obras de beneficência, industriais e educacionais, devem-lhe a existência. Português, nascido Freixiosa, antiga jurisdição de Coimbra, em 24/06/850, viveu cerca de 50 anos em Cataguases. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17/06/1924.

Em 1872, aos 22 anos, João Duarte desembarca no Brasil. Chega no ano seguinte a Santa Rita do Meia Pataca, como trabalhador da Estrada de Ferro Leopoldina. Em 1877, o povoado — que progredia graças à lavoura de café — transformava-se na Vila de Cataguazes. No mesmo ano, com a inauguração da linha férrea, o comércio é incrementado e agiliza-se o escoamento da produção cafeeira. É um tempo em que João Duarte trabalha, e com muita disposição, no Hotel Venâncio. Logo conquista a simpatia de seu dono, também português, e começa a melhorar de vida. Assim que amealhavam algum dinheiro, os imigrantes começavam a comprar terras, e João Duarte não foge à regra. Prosperando junto com o município — desde 1991, a Vila de Cataguazes fora elevada à categoria de cidade — logo se sobressai como plantador de café. E a seguir já é um hábil comerciante, dono do Engenho Central de Cataguazes, onde processava café e arroz, e da grande Serraria Mechanica. Pouco tempo depois, já desponta como financista de sucesso. No prédio onde hoje é o Grande Hotel Vilas, funda em 1893 o Banco de Cataguazes, para financiar o capital de giro demandado pela produção agrícola. Era ainda acionista majoritário do outro Banco da cidade, o Construtor do Brasil, que viabilizou a linha férrea Cataguazes-Miraí. Em 1888 já é a maior fortuna da cidade — e manda edificar no entorno da Estação Ferroviária o elegante chalé onde vai residir, nas proximidades do Banco e do Engenho Central. Em fins do século XIX, grandes construções são realizadas na cidade, como o Theatro Recreio Cataguazense, mandado edificar por João Duarte e inaugurado em 1896. Nesse mesmo ano, com recursos próprios e da Câmara, ele dá término ao Edifício do Paço Municipal, que fora iniciado em 1891, na gestão do Dr. Antônio Cavalcanti Sobral. Entre 1889 e 1896, quando a população de Cataguases foi vitimada por séria epidemia, João Duarte destaca-se ao defender a homologação do projeto de saneamento elaborado por Paulo de Frontin.

Em 1905, ele é um dos principais acionistas e co-fundador da Cia. de Fiação e Tecelagem Cataguazes — e também acionista majoritário da recém-fundada Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina. Em 1909, o seu nom aparece como um dos fundadores do Ginásio e Escola Normal de Cataguases. Administrador e empreendedor de sucesso, João Duarte foi exemplo por excelência do homem público na cena do município. E o seu maior benfeitor, tendo contemplado em testamento o Hospital de Cataguases, o Colégio Nossa Senhora do Carmo e o Educandário Dom Silvério.

Político de grande participação na vida sócio-econômica do município, João Duarte foi Intendente da Junta nomeada pelo presidente de Minas Gerais, vereador de sucessivas legislaturas, presidente da Câmara  Agente-Executivo por vários períodos entre 1911 e 1923. Em sua administração, Cataguases incorporou o espírito urbano e progressista que iria direcionar a trajetória da cidade: abertura da Avenida Astolfo Dutra e do traçado de novos arruamentos instalação de luz e esgoto em grande parte da cidade e em alguns distritos; criação do Grupo Escolar Coronel Vieira em 1913, e do novo Hospital de Cataguases, em 1919.

 

 

 

ALBERT LANDÓES, Iniciado na Loja Monte Alegre, Or\ de Itapirussu em /11/1899. Fundador da Loja Aspásia do Parayba, Or\ de Porto Novo, filou-se na Cataguazense em 04/11/1901. Eleito Sec\ em 22/12/1909 e reeleito em 30/05/1910 e em 30/11/1911.

Ven\28/08/1912 a 12/05/1913 reeleito em 1914 a 1915. Eleito 2º Vig\ em 23/05/1916. Nomeado M\ de CC\ em 08/05/107 e Sec\ Adj\ em 31/05/1918. Nomeado M\ de CC\ em 30/05/1919. Eleito Deputado Federal em 16/04/1920.

 Desenhista, pintor e fotógrafo suíço, nascido, em 23 de dezembro de 1868, em Zurique. Artista da fotografia, Landóes foi quem melhor retratou aspectos da cidade e os cataguasenses de sua época. Morreu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1935.

Inteligente, culto fluente alemão, francês e italiano, desde cedo Albert Landóes se dedicou às artes, paralelamente aos seus estudos de engenharia na Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Numa exposição, o jovem artista plástico apresenta um trabalho “as mãos” como tema e é premiado com uma viagem “para qualquer país que desejasse”. Ele escolhe o Brasil — onde já vivia sua irmã radicada no Rio de Janeiro. Acaba esquecendo a engenharia e fica para sempre.

Ao ouvir sobre o rico acervo de Minas, Landóes tem curiosidade despertada e viaja para a região. Em São João Del Rey, conhece Afonsina Pereira da Silva, com quem casa em 1894. Apaixonado pelas montanhas, dedica-se à filosofia e à fotografia, retratando figuras ilustres. Sempre morando em Minas, é contratado pela firma Bastos Dias, do Rio, e faz retratos de família e dos mais famosos políticos da época: Washington Luís, Epitácio Pessoa, Arthur Bernardes.

“Ele continuou em Minas sempre em Minas: a maior parte do tempo ficou em Cataguases”, diz sua filha Amélia.

Segundo Amélia Landóes, Albert “tinha grande relacionamento, conhecia os Peixoto, os Villas, os Dutra. Ele gostava muito de festa, estava em tudo que era reunião. Qualquer coisa que houvesse em Cataguases papai estava presente. Mas como estrangeiro, não tomava partido. Dizia: não sou A nem B: eu tenho o meu jornal e imprimo o que me trazem aqui”.

Em 1919, Landóes muda-se em definitivo para o Rio, onde monta atelier e instala nova tipografia. No final de década de 20, adquire a Escola Brasileira de Educação e Ensino, posteriormente denominado Colégio Brasileiro, ao qual se dedica inteiramente até sua morte, em 1935. Ma ele não abandona Cataguases, para onde viaja constantemente. Chega, inclusive, a montar outro pequeno atelier que, se não tinha o porte do primeiro, servia para mostrar seu amor pela cidade, onde ele foi também Venerável da Loja Maçônica  por dois mandatos (12/05/1913 a 12/05/1914 e 12/05/1914 a 12/05/1915).

Deve-se a ele e as suas fotografias a preservação e reconstituição pictórica de Cataguases e das cidades vizinhas no início do século XX. Moças, praças, prédios, batizados casamentos, solenidades políticas — e a cidade ao fundo, a cidade revelada luz da Mata. O olho-câmara de Albert Landóes resguardou para sempre o que não teria ficado sequer como memória.

 

 

 

 

 

JOSÉ GUSTAVO COHEN, Iniciado em 5 de agosto de 1897, pode ser considerado um dos mais notáveis benfeitores de Cataguases, pois dele partiu a idéia de se fundar em Cataguases um Hospital a fim de se dar aos doentes, principalmente os desprovidos de quaisquer recursos, a assistência necessária.

Considerado o precursor do Hospital em Cataguases, pois foi ele o fundador de seu primeiro Hospital. Isto se dava em 1898 com a fundação de “Assistência Humanitária 33 de Cataguazes” que mais tarde se transformou, no Hospital de Caridade e finalmente Hospital de Cataguases. José Gustavo Cohen foi seu primeiro provedor, cargo que exerceu com muita eficiência.

Em sua homenagem foi dado seu nome à rua onde se encontra situado aquele estabelecimento e Caridade. Comerciante polonês no ramo de vidraçaria, nascido em Kolberg, em 15/08/1848.

O vidraceiro José Gustavo Cohen, um judeu polonês vindo do Rio, chega a Cataguases por volta de 1893. Nessa época, a população sofria com os surtos periódicos de febre amarela. Embora economicamente no apogeu do período cafeeiro, a cidade carecia de instituição hospitalar, dispondo apenas de enfermarias improvisadas. Cohen logo percebe a necessidade de um hospital. O vidraceiro conseguira a façanha em função de seu espírito humanitário e empreendedor. Membro graduado e ardoroso defensor da Maçonaria, cortês, solícito, Cohen dedicou sua vida aos necessitados e fez inúmeras amizades em Cataguases. Instituída a “Associação 33”, ele contrata o arrendamento de um prédio para construção de um Hospital de Caridade, inaugurado em 05 de abril de 1899. Não conseguindo os recursos necessários à  manutenção do hospital, Cohen busca auxílio do Poder Municipal, para garantir o seu funcionamento.

A seguir, ele organiza nova sociedade, a “Promotora da Caridade”, voltada para a manutenção do Hospital, da qual recebe o título de Sócio Benemérito. Os recursos obtidos não foram suficientes para cobrir as despesas da administração e Cohen vê-se obrigado, em 1900, a transferir a direção do Hospital para Heitor de Souza, notável jurista bem relacionado nos altos escalões do Governo e também Maçom da Cataguazense.

Cohen logo cria outra instituição, a “Assistência Humanitária Cataguazense”, com o objetivo de fundar um asilo, que seria denominado Nossa Senhora das Dores. Recebe em doação um prédio na Rua Coronel Vieira, de início utilizado como hospedaria de imigrantes. Ali constrói novo edifício, destinado ao Hospital de Isolamento para tuberculosos. Em 1904, as duas sociedades uniram-se sob o nome de Ação Beneficente de Cataguases, originando-se dessa fusão o Hospital de Cataguases.

Logo depois, José Gustavo Cohen volta para o Rio, onde funda uma sinagoga na Rua Senhor dos Passos, e torna-se rabino e membro da entidade “Associação dos Filhos de Israel”. No dia 31de maio de 1910 ele falece dentro de sua sinagoga. Em sua lápide no Cemitério São Francisco Xavier encontra-se a seguinte inscrição: “Aqui jaz José Gustavo Cohen, fundador do Hospital de Cataguazes, Minas. Nascido a 15-8-1848. Falecido a 31-5-1910”.  Ao saber do seu estado de saúde, a diretoria do Hospital de Cataguases lhe oferecera um quarto particular para sua convalescença. Agradecido, Cohen respondeu que ainda voltaria à cidade não para descansar, mas para prestar seus serviços à comunidade Cataguasense.

 

 

 

 

 

DR. HEITOR DE SOUSA Advogado, Jornalista e político, nascido em Estância. Sergipe, em 29/05/1871.

Celebre jurista e grande orador, Heitor de Sousa viveu 10 anos em Cataguases. Morreu no Rio de janeiro, em 01/01/1929.

Em 19 de dezembro de 1890, Heitor de Sousa diploma-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife. Ainda acadêmico do 4º ano é nomeado promotor público da comarca da Estância, em novembro de 1889. No ano seguinte, é Juiz Municipal de Caconde e de Limeira, no estado de São Paulo. Em 1893, Juiz  Substituto da comarca de Carangola, cargo que exerceu durante dois anos, até ser nomeado , em 1895, Juiz de Direito da comarca de Campo Largo, no Estado do Paraná.

Após atuar durante algum tempo nesse cargo, pede para ser declarado em disponibilidade e regressa a Carangola — onde dedica-se e torna-se em 1890 um dos membros do diretório do Partido Republicano Mineiro.

Em 1890, Heitor de Sousa transfere residência para o município de Cataguases, em cujo fórum irá servir durante dez anos.

Na cidade, torna-se famoso por sua extraordinária memória, destacando-se como célebre jurista e grande orador. Foi exatamente o Dr. Heitor de Sousa quem discursou, em nome da população cataguasense, nas festividades de inauguração da luz elétrica, em 14/07/1908.

Segundo diretor do Hospital de Caridade de Cataguases — conseguiu verba para que a instituição sobrevivesse, já que gozava de muito prestígio junto as autoridades governamentais do Estado. Na cidade, Heitor de Sousa foi também vereador e redator do jornal “Cataguases”.

Eleito deputado ao Congresso Mineiro na legislatura de 1903 a 1906, ele consegue reeleger-se para o período seguinte, 1907-1910.

Foi presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, Redação das Leis, Justiça Civil e Criminal, Legislação e Poderes. Em setembro de 1910 é nomeado Subprocurador-geral do Estado, cargo do qual seria exonerado a pedido em 1918. Em junho de 1912 Heitor de Sousa segue para a Europa em comissão do governo de Minas Gerais e, em abril de 1914 é nomeado “lente” de Direito Internacional da faculdade de Direito de  Minas Gerais.

Exerceu o mandato de deputado ao Congresso Nacional, pelo Estado do Espírito Santo, na legislatura d 1918  a 1920, torna-se ministro do Supremo Tribunal Federal. Heitor de Sousa publicou uma série de artigos sobre Organização Judiciária, Convênio de Taubaté e Crédito Agrícola, bem como diversos trabalhos jurídicos, literários e parlamentares.

Foi ainda co-fundador do jornal “O Carangola” e redator do “Diário de Minas”. No dia 1º de janeiro de 1929, Heitor falece repentinamente em pleno recinto do Supremo Tribunal Federal.

Foi Venerável da Loja Maçônica Cataguazense no período de 15/05/1903 a 1904.

 

FREDERICO DE BARROS, grande incentivador da Educação em Cataguases. Notando a grande dificuldade que tinham os rapazes e moças para fazerem seus estudos, funda, com auxílio dos Irmãos da Cataguazense, o Liceu que levou o seu nome. Nele prestou, juntamente com outros Irmãos, sua colaboração dando aulas gratuitamente. O referido Liceu funcionava anexo à Loja Maçônica Cataguazense, em uma de suas dependências.

 

 

 

 

 

PATTÁPIO M. DA SILVA, Músico, nascido em Itaocara, no Estado do Rio, em 22 de outubro de 1880; Talento excepcional, artista da flauta e do flautim, o compositor Pattápio Silva começou sua formação musical em Cataguases, onde passou grande parte da infância e adolescência. Morreu em Florianópolis, em 14 de abril de 1907.

Vindo de Itaocara, Pattápio Silva passou a sua infância em uma Cataguases ainda do século XIX, tomada pela melodia de valsas e polcas. Os músicos se reuniam na barbearia de seu pai e o menino acaba se interessando mais por seus acordes do que pelo som das navalhas.

Começa a estudar com o professor José de Azedias Pereira, que lhe ensina os primeiros rudimentos de flauta e flautim. Logo é a vez do maestro Lucas Duchesne, cubano chegado ao Brasil por volta de 1896 e que morou uns tempos em Cataguases. Aos 16 anos, já se ouve a flauta de Pattápio na Banda de Cataguases, depois na Sociedade Musical Harpa de David e na Aurora Cataguasense, às vezes ao lado do amigo o futuro maestro Rogério Teixeira. Numa viagem ao Rio de Janeiro, em março de 1901, Pattápio conhece o professor Duque-Estrada, que o aconselha a matricular-se no instituto Nacional de Música, No ano seguinte, Pattápio ganha o primeiro lugar num concurso, recebendo como prêmio uma flauta de prata..

Ao concluir seus estudos, Patápio dá um concerto no salão do Instituto, e ganha as graças da imprensa carioca. Torna-se um dos primeiros artistas a gravar na antiga Casa Edson – raridades como o disco “Alvorada das Rosas”, de 1903. Ou “Amor Perdido”. “Zinha”, “Variações de Flauta”, “Margarida”, “Serenata de Amor”, “Primeiro Amor”, todas de sua autoria. O compositor Pattápio deixou três peças publicadas pela Casa Vieira Machado & Cia: “Evocação”, “Serata d’amore”. E “Sonho”; pela Casa Beviláqua, a composição “Oriental”.

Em 1902, ele volta a Cataguases para rever o pai e conhece a família Ventania, “verdadeira casa de música”. Flauta nos lábios, Pattápio dá seu primeiro concerto na cidade ao lado da professora Dona Honorina Ventania, que faz as partes de soprano e piano. De grande importância para música brasileira, particularmente para os flautistas, a obra de Pattápio requer tratamento muito especial, tanto por sua beleza como por suas dificuldades de execução. Ele é considerado por muitos músicos um grande inovador, inventor do “dugue-dugue”, uma técnica eu exige do flautista habilidade para ressaltar as notas mais altas da música, acompanhando-a com várias notas arpejadas, dando uma base para a melodia.

Em março de 1907, Pattápio Silva segue em turnê pelo sul do país. No de 18 iria se apresentar em Florianópolis, mas o concerto é transferido, pois o artista fora acometido por “forte febre Iinfluenza”. Na manhã de 24 de abril de 1907, o jornal “O Dia”, lança às ruas daquela Capital um boletim convidando para o enterro do artista, que falecera às duas horas daquela madrugada. Pattápio Silva ainda não completara 27 anos.

 

ADOLFO BERGAMINI, grande jurista e político. Cataguases era pequena para o seu talento. Transferiu-se para o Rio de Janeiro. Foi pouco tempo depois de sua transferência eleito Governador do Estado do Rio e mantido no cargo como Interventor no Governo Getúlio Vargas.

Foi artífice para ser dada anistia aos presos políticos e a suspensão do estado de sítio.

 

FELIPE RAVAGLIA DE CARVALHO, precursor da religião Metodista em nossa cidade, trazendo com a doutrina os princípios alevantados de moral e fraternidade.

 

MAURÍCIO EUGÊNIO MURGEL, um dos principais organizadores da Companhia da Fiação e Tecelagem de Cataguases. Devido á dificuldades financeiras, devido à crise pela qual passava o país, foi a firma adquirida por Manoel Inácio Peixoto e hoje tem a denominação de Indústrias Irmãos Peixoto S/A.

 

PAULINO JOSÉ FERNANDES, Comerciante e empresário, nascido Sapucaia, RJ, em 13 de maio de 1871.

Arrojado, visionário, Paulino Fernandes marcou época em Cataguases, sendo o pioneiro da instalação telefônica na cidade.

Filho de brasileira com um espanhol que chegara à zona cafeeira fluminense em meados do século XIX, o jovem Paulino era dotado de vida inteligência, desde cedo demonstrada no Colégio Anchieta de Nova Friburgo, onde fez o ginasial. Terminado o curso, ele ajuda o pai a administrar a fazenda da família e se dedica a estudos sobre a comercialização de café. Aos 33 anos, já casado e com seis filhos, muda-se para Cataguases.

Representante de duas firmas comissárias de café sediadas no Rio, Paulino viaja sempre a Minas, para a região cafeeira da Zona da Mata. Cataguases, onde chegou em janeiro de 1904, é por ele escolhida dada a sua localização estratégica e a sua importância na produção e no comércio cafeeiro. Sediado em Cataguases, ele continua com seus negócios no Rio de Janeiro, onde era muito conceituado no comércio de café.

Em 1907, Paulino vê uma sessão de cinema no Rio e se entusiasma pela novidade. Com seu amigo José Queiroz, inaugura no prédio Theatro Recreio o Cinematógrafo Mineiro, que não vai à frente devido à má qualidade das fitas projetadas. Mas o maior de seus empreendimentos seria a criação da Companhia Telefônica Minas-Rio — que instalou a rede de telefones de Cataguases e municípios vizinhos.

Graças à sua tenacidade de espírito, e mais uma vez com o auxílio de José Queiroz Pereira e de outros cataguasenses ele consegue vencer barreiras poderosas e obtém, em 1010, a concessão para instalação de telefones. Em 7 de setembro de 1912, inaugurava-se o serviço telefônico, instalado por uma companhia belga. Sua extensão às cidades vizinhas de Miracema e Santo Antônio de Pádua, localizadas em território fluminense, foi outro empreendimento que custou grande esforço e luta.

A escassez de recursos financeiros e de capital de giro obrigam Paulino José Fernandes a vender a sua empresa para a Light & Power, em 1915. No entanto, continuou a supervisionar a companhia que fundara e foi contratado como representante da Light junto aos poderes públicos federais e municipais para obter a concessão da ligação telefônica entre Rio e São Paulo, o que conseguiu.

Em 1917 já estavam ultimadas as concessões e contratos e Paulino organizou em São Paulo o Primeiro Congresso da Companhia Telefônica do Brasil, presidido pelo Governador de São Paulo e contando com representantes vindos do interior do Estado e de várias empresas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Ao voltar desse congresso, no de 15 de novembro de 1917, falece num acidente banal: cai do trem ao atravessar de um vagão para o outro,próximo da cidade de Lorena. Tinha apenas 46 anos, anos, mas já construíra uma vida. Iniciou na Loja Cataguazense em 30/08/1915.

                                                    

LYSIS BRANDÃO DA ROCHA, professor de matemática, nascido a 06/08/1917, Em Visconde do Rio Branco. Um dos professores mais famosos de toda a história de Cataguases, foi também um dos membros mais ativos da maçonaria na cidade.

Faz os primeiros estudos em Visconde do Rio Branco e, em 1929, segue para o Colégio Militar, no Rio de Janeiro, onde diploma-se aos quinze anos. A seguir, ingressa na Escola de Minas, hoje Universidade Federal de Ouro Preto, onde começa o curso de engenharia, que abandona em 1936 ao ser aprovado para a Escola Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. Ali permanece por dois anos, até concluir o curso de Ciências, que então complementava o de Ciências Exatas.

Em 1938 participa da fundação do Ginásio Municipal Pombense, onde começa a lecionar matemática e desenho geométrico, disciplinas que iriam marcar sua trajetória profissional. Convidado por Antônio Amaro, chega a Cataguases em 1940, onde será professor de matemática e física no Ginásio Municipal. Em 1943, participa de sua transformação em Colégio de Cataguases. Em 1963, o Colégio passa a esfera estadual e Lysis faz concurso público, sendo efetivado em 1964. Na nova Escola Estadual Manuel Ignácio Peixoto, ele dará aulas até 1974 — e no período 1973 – 1974 atuará também como diretor.

Ao mesmo tempo, foi professor de Matemática na Faculdade de Filosofia de Ubá, de 1970 a 1981, e professor de Matemática da FAFIC, de 1985 a 1987. à época mantinha um laboratório de matemática — o único existente em Minas, e um dos raros em todo o Brasil — equipado com instrumentos e aparelhos, muitos deles construídos pelos próprios alunos, sob sua orientação.

Durante muitos anos, Lysis foi o responsável pela disciplina do Colégio de Cataguases, razão pela qual seria mais conhecido como “Chefe”. Ao lado da matemática, o “Chefe” também foi muito ligado ao esporte, coordenando em certa época, todo o setor esportivo do Colégio.

 

                                             

                                                

FENELON BARBOSA,  Líder inconteste na luta pela redemocratização do Grande Oriente do Brasil e pela unificação da Maçonaria Brasileira.

         Nascido em 08 de julho de 1888 no distrito de Santana de Cataguases, hoje município e cidade de Santana de Cataguases.

Filho de Francisco Inácio Barbosa e de Amélia dos Santos Barbosa.

Fez o curso primário em Cataguases, tendo que interromper seus estudos para  começar a trabalhar.

Começou sua vida como tipógrafo. Sendo amante da leitura, tornou-se autodidata, ingressando depois no jornalismo, militando na sua mocidade na imprensa de Cataguases, São João Del-Rei e Juiz de Fora. Nesta última cidade, em 1908, participou da formação da primeira sociedade de gráficos, tendo sido o seu primeiro secretário.

Seus artigos e sua inteligência sempre foram a serviço das boas causas e na defesa do interesse da coletividade.

Em 1917, fundou a revista, “A Nota”, (com tiragem mensal) da qual foi diretor. Teve vida efêmera, cerca de três anos; e, posteriormente diretor de, “A Reação”, órgão político, na década de 1920.

Fundou na cidade, com seu irmão Anardino (Dino) Barbosa, a primeira casa de venda de jornais, revistas, figurinos e loterias.

Anos mais tarde, prestou exames no Artigo 99, concluindo o secundário. Ingressou depois na Faculdade de Direito de Niterói, bacharelando-se em 1935.

Participou ativamente das lutas políticas que se travaram, defendendo com ardor os seus ideais. Como advogado, militou com êxito no Fórum desta e de outras comarcas.

Exerceu também as funções de Fiscal da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil, onde se aposentou.

Adepto sincero do Espiritismo Kardecista, o que não lhe impedia de manter sempre o maior respeito por todos os credos religiosos, tendo o Monsenhor Solindo José da Cunha como um grande amigo.

Sócio fundador do Rotary Clube de Cataguases, ocupou na 1ª diretoria, o cargo de 1º secretário.

Era cidadão de espírito jovial e alegre, comunicativo, ponderado, moralmente íntegro e exemplar chefe de família.

Fenelon Barbosa faleceu na madrugada do dia 09 de dezembro de 1961. Aos 73 anos retorna ao Oriente Eterno. Seu sepultamento se deu às 16:00 h do mesmo dia.

 Membro destacado da Centenária Loja Maçônica Cataguazense, foi iniciado em 20 de agosto de 1912, na venerabilidade do Ir\ Albert Landoes.

         Em 28 de novembro de 1912, foi elevado ao grau de Mestre e grau 18 em 15 de junho de 1914. Em 12/05/1913, assumiu o cargo de Sec\ Adj\; em 15/06/1914 eleito Tesoureiro; 2º Vig\ em 08/06/1915; 1º Vig\ em 30/11/1915; Sec\ em 23/05/1916; Ven\ em 08/05/1917;1º Vig\ em 31/05/1918; Adj\ Orador em 21/05/1920; Ven\ em 20/05/1921; Tes\ Adj\ em 12/05/1922; Orador Adj\ em 25/05/1934; Orador em 26/07/1936; Ven\ em 21/05/1923; Orador em 15/05/1925; Ven\ em 14/05/1926; Orador Adj\ em 20/05/1927; Orador em 11/05/1928; Orador em 17/05/1929; Orador em 09/05/1930; Orador Adj\ em 15/05/1931; Orador em 19/05/1936; Orador em 10/05/1940; Ven\ em  18/12/1943; Ven\ em 12/05/1944; Ven\ em 24/05/1945; Ven\ em 24/05/1946; Ven\ 12/02/1950; Chanc\em 06/05/1955; Sec\ Adj\ em 11/05/1956; Ven\ em 12/05/1957 e finalmente Secretário em 30/05/1961.

         Sua maior participação na vida maçônica, se deu na década de 1940.

 

 

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